quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Obras de Érico Veríssimo


Contos: Fantoches 1932 As Mãos De Meu Filho 1942 O Ataque 1959 Contos A Ponte 1975 (parte de O Ataque) 

Romance Urbano: Clarissa 1933 Caminhos Cruzados 1935 Música Ao Longe 1935 Um Lugar ao Sol 1936 Saga 1940 O Resto é Silêncio 1942

Literatura Infanto-Juvenil: A Vida de Joana D’Arc 1935 As Aventuras do Avião Vermelho 1936 Viagem à Aurora do Mundo 1939

Literatura Infantil: Os Três Porquinhos Pobres 1936 Rosa Maria no Castelo Encantado 1936 As Aventuras de Tibicuera 1937 O Urso com Música na Barriga 1938 A Vida do Elefante Basílio 1939 Outra Vez os Três Porquinhos 1939 Aventuras no Mundo da Higiene 1939.

Narrativa de Viagem: Gato Preto em Campo de Neve 1941 A Volta do Gato Preto 1946 Israel em Abril 1969

Ensaio Literário: Brazilian Literature: an Outline 1945 Romance Histórico: O Tempo e o Vento – O Continente 1949 O Tempo e o Vento – O Retrato 1951 O Tempo e o Vento – O Arquipélago 1962 Novela: Noite 1954

Literatura Infantil (Antologia): Gente e Bichos 1956

Viagens: México 1957

Romance Político: O Senhor Embaixador 1965 O Prisioneiro 1967 Incidente em Antares 1971 Fragmentos: Um Certo Capitão Rodrigo 1970 Ana Terra 1971 O Diário de Silvia Biografia: Um Certo Henrique Bertaso 1972

Memórias: Solo de Clarineta I 1973 Solo de Clarineta 2 1936

Crônicas: Galeria Fosca 1987

Coletânea: A Liberdade de escrever 1997

Os Três Porquinhos Ecológicos

Esta história se passa na floresta Amazônica e têm por seus personagens centrais animais da fauna brasileira, estes ameaçados de extinção. Vivem na floresta Amazônica e também no Pantanal. Personagens: Micoléo – Porcoléo Tuca – Porcotuca Priguí – Porcoguí Zé Caré – Lobo Zé Os três porquinhos saíram da casa de seus pais, pois desejavam viver na floresta Amazônica e ficar mais próximo a natureza. Para isso, cada um construiu sua própria casa. Os porquinhos eram ecológicos, por isso, Porcoléo construiu sua casa de papel reciclado. Logo estava pronta, e ele rapidamente saiu para conhecer a floresta. Já Porcoguí resolveu construir sua casa com latinhas vazias. Do mesmo modo, logo ficou pronta e ele saiu para conhecer a floresta atrás do irmão. Porcotuca, muito esperto, e a casinha de papel reciclado foi para o chão. Porcoléo correu para a casa de Porcoguí. Lobo Zé novamente ameaçou-os. Mas como os porquinhos não abriram a porta, o lobo assoprou e a casa de latinhas vazias foi para o chão. Os dois correram rapidamente para a casa de Porcotuca. Lobo Zé voltou a ameaçar os porquinhos, que nem dera bola. Porcotuca duvidou que ele derrubasse sua casa. Pois o lobo assoprou, e nada aconteceu. Ele ficou tão curioso para saber o motivo da casa não ter caído que decidiu construir sua casa com latinhas e papel reciclado. Enchendo as latinhas com o papel amassado para que não caíssem ou fossem derrubadas com o vento. A casa demorou muito para ficar pronta, por este motivo ele não foi conhecer a floresta com seus irmãos. Porcoléo e Porcoguí voltaram para suas casas. Foi quando Lobo Zé apareceu, e queria que os porquinhos lhe preparassem um prato de comida. Porcoléo trancou-se dentro de casa e o Lobo Zé ameaçou derrubá-la. Como o porquinho não abriu, o lobo assoprou perguntou com ela havia sido feita. Porcotuca mostrou que com imaginação é possível construir uma casa muito forte, utilizando apenas materiais reciclados. Por fim, os quatros decidiram construir uma nova casa, e passaram a viver todos juntos, felizes para sempre.

Os Três Porquinhos Pobres



Os três porquinhos pobres conta a história dos irmãos Sabugo, Salsicha e Linguicinha. Sabugo, o mais velho, era preto. Salsicha, o porquinho do meio, era ruivo. O mais novo se chamava Linguicinha e era malhado. Os três dividiam o mesmo chiqueiro no quintal de uma casa muito pobre. Certa noite, com medo de ir parar no forno, decidem fugir. Os porquinhos vão parar na cidade e entram de fininho num cinema. Para alegria dos três irmãos, o filme que estava passando era Lobo Mau - As aventuras dos três leitõezinhos, de Walt Disney. Os porquinhos se põem a torcer pelos leitões, gritando e dando pinotes na sala de cinema. O público fica assustado e a confusão se instala. Os três porquinhos pobres saem correndo e, inspirados pelos heróis do filme, decidem viver grandes aventuras, mas acabam se metendo numa grande enrascada. Para sorte deles, conhecem uma compreensiva Menina do Chapeuzinho Verde, que os acolhe em sua casa. O livro brinca com clássicos das histórias infantis e traz o estilo inconfundível de Érico Veríssimo, um dos mais importantes escritores da literatura brasileira.


Intertextualidade:

Acontece quando há uma referência explícita ou implícita de um texto em outro. Também pode ocorrer com outras formas além do texto, música, pintura, filme, novela etc. Toda vez que uma obra fizer alusão à outra ocorre a intertextualidade. Apresenta-se explicitamente quando o autor informa o objeto de sua citação. Num texto científico, por exemplo, o autor do texto citado é indicado, já na forma implícita, a indicação é oculta. Por isso é importante para o leitor o conhecimento de mundo, um saber prévio, para reconhecer e identificar quando há um diálogo entre os textos. 
A intertextualidade pode ocorrer afirmando as mesmas ideias da obra citada ou contestando-as. Há duas formas: a Paráfrase e a Paródia. Na paráfrase as palavras são mudadas, porém a ideia do texto é confirmada pelo novo texto, a alusão ocorre para atualizar, reafirmar os sentidos ou alguns sentidos do texto citado. É dizer com outras palavras o que já foi dito. Temos um exemplo citado por Affonso Romano Sant’Anna em seu livro “Paródia, paráfrase & Cia” (p. 23): A paródia é uma forma de contestar ou ridicularizar outros textos, há uma ruptura com as ideologias impostas e por isso é objeto de interesse para os estudiosos da língua e das artes. Ocorre, aqui, um choque de interpretação, a voz do texto original é retomada para transformar seu sentido, leva o leitor a uma reflexão crítica de suas verdades incontestadas anteriormente, com esse processo há uma indagação sobre os dogmas estabelecidos e uma busca pela verdade real, concebida através do raciocínio e da crítica. Os programas humorísticos fazem uso contínuo dessa arte, frequentemente os discursos de políticos são abordados de maneira cômica e contestadora, provocando risos e também reflexão a respeito da demagogia praticada pela classe dominante. Com o mesmo texto utilizado anteriormente, teremos, agora, uma paródia.
Nas conversas cotidianas, em circunstâncias relacionadas à linguagem escrita, nas inferências que devemos dispor ao analisarmos uma charge, um cartum, uma história em quadrinhos, na pintura, na escultura, nas obras literárias, enfim, muitas são as circunstâncias em que podemos perfeitamente identificar esse tecer de ideias entre um texto e outro, seja ele verbal ou não verbal.